Meat is Murder x The Queen is Dead

Enfim, qual o melhor álbum da melhor banda pop de todos os tempos, os Smiths?
A crítica, nem tanto unânime, aponta Meat is Murder, de 84. Já o gosto do público tende, inegavelmente, para The Queen is Dead, de 86.
De fato, é uma difícil decisão, não fossem pelos distintos conceitos que norteiam ambos os álbuns.
Enquanto Meat is Murder é o Sgt Peppers dos Smiths, The Queen is Dead é o Abbey Road.
Meat is Murder é a transição, do Hand in Glove do primeiro álbum ao How Soon is Now, da faixa título a I Know it’s over, de The Queen is Dead. Um pop experimental e adulto, por excelência.
Já The Queen is Dead é o pop como tem que ser: palatável, comovente, um pouco grudento.
Com o elemento diferencial das letras de Morrissey, que, nos dois discos, dá o recado. Vamos ser vegetarianos, já que carne animal é assassinato. A rainha está morta.
Longa vida a Morrissey e Marr.

Leitura: “The Smiths – songs that saved your life” – Simmon Goddard

O ex-vocalista da banda Nirvana, Kurt Cobain, morto em 1994, foi eleito a estrela de rock mais importante de todos os tempos, segundo uma pesquisa publicada nesta quinta-feira no Reino Unido e Estados Unidos, regiões em que a revista chegou às bancas.

Segundo a pesquisa, realizada pela revista especializada NME com 2 mil leitores, o ex-vocalista da banda The Libertines, Pete Doherty, atualmente líder do grupo Babyshambles, ficou com o segundo lugar. Em terceiro lugar ficou o músico Morrissey, seguido pelo vocalista da banda Oasis, Liam Gallagher, na quarta posição.

OBS: Mais do que justo o título de Kurt, e até de Morrissey e Liam. Mas, cá pra nós, Pete Doherty????

Ryan Adams e Jeff Tweedy

Sim, Ryan Adams e Jeff Tweedy são os melhores artistas em atividade, uma vez que Paul Westerberg há muito não apresenta uma regularidade de trabalho. O primeiro vem aí – “mais outra vez de novo” – com “Easy Tiger”, já o segundo, com “Sky Blue Sky” em nome de sua banda, o Wilco.

Ryan Adams é uma enciclopédia ambulante de boa música. Seu canto e suas letras vêm do âmago, seu estilo, da essência do que de melhor a música contemporânea já produziu. Não importa o estilo: rock, country, alternativo, blues. Ryan dá conta, e muito bem, de todos eles. Um cara que vale a pena conhecer. Discos: Heartbreaker, Gold, Demolition, Rock and Roll, Love is Hell, 29, Easy Tiger, fora os discos acompanhados pelos Cardinals.

De Jeff Tweedy, o Neil Young – um pouco mais bem humorado, é preciso dizer – de nossa geração, vale a pena tudo o que já foi gravado pelo Wilco: A.M, Being There, Summer Teeth, Yankee Hotel Foxtrot, A ghost is born, Kicking Television – live in Chicago e Sky Blue Sky.

Pessoas que fazem viver ser um pouco diferente e empolgante.

Debaixo de um Rio de Ferro – Show do Keane

Essa foto foi tirada do show do Keane no Rio de Janeiro, em 20 de abril, uma sexta-feira em que eu imaginava estar fazendo tudo, menos isso.
Tá certo, eu reconheço que a banda não é lá essas coisas, exageram na dose do açúcar, regurgitam Elton John e até A-ha (sim, sabia que o trabalho dos noruegueses é idolatrado por outra banda comparsa de Keane? Adivinhe qual).
Porém, os hits são irresistíveis. Se à primeira impressão, o segundo álbum “Under the iron sea” desagrada ( teve um péssimo desempenho nos charts de todo o mundo), o show desses três rapazes é mais do que suficiente para mostrar que o trabalho tem certa qualidade, sim.
Com um vocalista ultra-hiper-mega carismático, uma arena do Claro Hall mais do que intimista, uma acústica impecável (ouviram, admnistradores do irmão Chevrolet Hall?), hits em fila como “Somewhere only we know”, “This is the last time” e “Crystall Ball”, o Keane fez uma noite carioca memorável.
Eles são U2, Coldplay e até Jorge Benjor na medida certa. Abraçam o público, interpretam a acústica “The Frog Prince” no meio da multidão pulsante, fazem chacota com os “expensive seats” e encantam quem estava lá apenas pela farra.
Depois de penhorar minha cópia de “Under the iron sea” , tratei logo de providenciar outra, com DVD, que é para eu nunca esquecer que, afinal de contas, tanto me diverti.

Panorama theme by Themocracy