Programação internacional ( blog do Lúcio Ribeiro)

Dá-lhe Killers!

Kurt Cobain é Pop

Acabo de ouvir o novo segundo álbum solo do ex-vocalista do Temple of The Dog, Soundgarden e Audioslave, Chris Cornell.

A sensação é a de estar ao lado dessa lenda do grunge, enquanto ele sussurra e entoa crônicas de quando Seattle era a meca da música.

Suas baladas assertivas sempre me encucaram. Afinal, eu escutava o material do Audioslave e me perguntava: pq Cornell não investe na carreira solo?

Pois está aí. A prova viva de que, se Kurt Cobain estivesse vivo, teria feito esse disco “Carry on”, crônicas de Seattle.

Guitarra é com ele, o cara, Jay Mascis


Acabo de adquirir o novo dvd da banda desse cara que poderia ter sido Kurt Cobain (se ele quisesse) . Live in the Middle East é um show de 2005 com o Dinosaur Jr. retomando a primeira formação de uma carreira repleta de bons sons.

Estão lá “Freak Scene” e “The wagon”, executadas no “talo” num pequeno clube. Está lá Lou Barlow, ex-Sebadoh. Murph, o baterista que esteve aqui, no Rio, com os Lemonheads de Mr. Dando.

Para quem quiser simplesmente tudo dessa banda jurássica, o tesouro: www.freesofree.net

Os 40 anos do Sargento Pimenta

Onde você estava, o que fazia, o que ouvia no dia primeiro de junho de 1967, data do lançamento do maior álbum da história do rock?

Divisor de águas na carreira do quarteto de Liverpool, o experimental e conceitual “Sargeant Peppers lonely Hearts Club’s Band”, aquele da capa repleta de celebridades, está completando quarenta anos.

A excelência de composições como “Strawberry Fields Forever”, “A day in the life” e “Lucy in the sky with diamonds”, representaram a maioridade dos Beatles, que, sob o codinome imaginário de banda do Sargento Pimenta, rompiam com a esquizofrênica beatlemania e se transformavam numa banda de estúdio. A mesma rota do arqui-rival Brian Wilson, que, a frente dos Beach Boys, compôs “Pet Sounds”, o segundo disco que viria a revolucionar a música contemporânea.

Passadas quatro décadas, a pergunta é inevitável: qual a relevância da obra prima dos Beatles para os artistas de hoje? Um disco construído sob as limitações daquela época é um belo incentivo para a criatividade e a ousadia de nossos músicos atuais, que, com todos os benefícios da tecnologia a seu dispor, ainda estão a léguas de distância dos quatro saudosos de Liverpool.

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