New Depeche Mode

Esta é a capa do novo álbum do Depeche Mode. A turnê deve passar pelo Brasil. Há muito tempo o sr. Dave Gahan nos deve um grande show. Ao lado de Radiohead e New Order, o Depeche Mode compõe a santa trindade dos sintetizadores e do pop eletrônico. Seus filhos: The Killers, que inclusive é o nome de uma banda imaginária num clipe do New Order.

Mais um do Neil – 31 de março

Como se não bastassem os cd-dvd’s caríssimos da série “arquivos”, Neil ainda arruma mais confusão para nossos bolsos fatigados com mais um álbum de estúdio.

Esse vai compor até em seu leito de morte: talvez lance um álbum intitulado: “from the other side”. Eu desisti há algum tempo de seguir disco por disco essa carreira brilhante. Não gostei do Chrome Dreams.

Que dureza, hein, Morrissey?

Aproveitando a estréia de “Milk – a voz da igualdade” nos cinemas, Morrissey brinda o público dentro do seu público na capa do seu single “I’m throwing my arms around Paris”.
Question mark: Who put the M in Manchester?

Eu queria ser Ben Lee

Achei a raridade no meio de tantas outras, nas lojinhas incrustadas do centro da capital. O preço escandaloso de quatorze reais. Quatorze mangos por um álbum do Noise Addict, banda do início dos noventa, composta por pirralhos de – ironicamente – quatorze anos de idade, comandada por ninguém menos que Ben Lee. Indagará você, leitor pertinente: quem? Respondo: Ben Lee, jovem australiano, compositor, cantor, guitarrista e autor de alguns dos melhores discos do rock alternativo, como “Something to remember me by”, além de sortudo namorado da atriz Claire Danes – a “Julieta” moderna.

Olhei para os lados, talvez algum besta houvesse deixado a cópia ali, de bobeira, pra ver se alguém a descobriria. Se os cd´s do Ben Lee já são complicados de achar, quanto mais os da sua primeira banda amadora. Paguei o petardo e, correndo, fui embora. (Nessas ocasiões em que raridades estão envolvidas, é melhor nunca vacilar.) Parei num restaurante a fim de verificar se aquela cópia estava em perfeito estado. Estava. Nenhum arranhão aparente. Iria, então, ter o prazer de ouvir o pequeno Lee em “I wish I was him”: “I wish I was him, he gets the women at his feet, with all his cool friends, he gets his records for free, I wish I was him”.

Cheguei em casa, pus o cd para tocar, último volume. Ben Lee, voz infantilesca, começou. E foi aquela surpresa. Violão mal tocado, acordes amarrados a prego, som terrível. Amadorismo puro do Noise Addict, que deve ter gravado esse “Young e Jaded” (nome sugestivo, com certeza) dentro de casa, em dia de domingo em família. De toda forma, a base das músicas eram satisfatórias. Letras e harmonias bem boladas, à espera só dum produtor de peso.
Repeti as faixas, reescutei. Na verdade, achei parecido com o que eu fazia há uns dez anos.

Inventava canções de poucos acordes, rabiscava letras em inglês, com refrões e aquela coisa toda. Aí, quando ficavam prontas, pegava um gravador de voz e mandava ver. Só eu e o violão, formato que me sempre apaixonou. Cheguei a gravar, em estúdio, coisas que escrevi como “Downtown”, “Smile” e “Underground”. Depois divulgava para as meninas. Divulguei tanto que acabei dando todas as fitas. Acabei me transformando em raridade de mim mesmo.

Deixei na prateleira a caixa do cd, que ostenta dois caras maléficos, abraçados, na capa tosca. Olha, não sei, mas deu vontade de escutar mais uma vez aquele negócio sofrível. Pensar em como o meu mundo poderia ter sido, se eu largasse tudo de sério e persistisse em evoluir como Ben Lee. Ora, tive até uma banda, e lembro-me, com orgulho, de que chegamos a dar uma roupagem digna para “Smile”, com bateria, baixo e guitarra. Inseri uma fita de recordações no videocassete. A etiqueta acusava: “Marcos with his astonishing guitar”.

Apertei o play e lá estava eu, de novo, adolescente, cabelos a gel, magrelo, fazendo os solos de “Boys Don´t Cry”, naquela concentração toda. Provavelmente, estaria pensando em como a minha vida seria cheia de som e fúria. Fiquei olhando para mim mesmo por segundos, imaginando se conseguiria repetir aqueles solos rápidos hoje em dia. A guitarra empoeirada no guarda-roupa, o amplificador que deixei com o baterista da banda. Os pôsters de Kurt Cobain e as calças jeans, ambos rasgados.

Desliguei o vídeo. Crescer, às vezes, dá uma pena.

Primeiro encontro com Evan Dando, ou Pelican Mouse

Começa hoje a minha série “Encontros Inusitados”. São crônicas que relatam meus curtos encontros com celebridades do país e do mundo. Antes que venham me encher o saco, sei que não sou ninguém famoso e tal, mas os relatos são todos verdadeiros.

Começo com o Evan Dando, vocalista dos Lemonheads e ator nas horas vagas em Boston. Evan Dando Parece ontem. O show de 97, no Imperator do Rio de Janeiro, pelo Skol Rock. “Lemonheads e Virgulóides”. Até então, a banda que havia se consagrado (injustamente) pela cover de “Mrs. Robinson”, era parte somente do meu sonho adolescente. Nunca imaginei que um dia teria a esplêndida oportunidade de ver no palco a banda que amo. A banda que parecia tão distante e desconhecida do Brasil.

Fui para o Rio apreensivo. Roia as unhas , gritava pelas ruas, pulava. Fiquei hospedado na casa do meu tio jornalista, que tinha ingressos de graça e todo o esquema montado para ir ao show, que, segundo ele, seria tranqüilo. Pegamos o táxi, chegamos no Imperator, Zona Norte do Rio, se não me engano. Na porta, um tanto de menores de idade que não puderam entrar por falta de idade. Uma sacanagem, ao mesmo tempo via aquele tanto de fãs com camisas como eu, e ao mesmo tempo me sentia como um traidor por ter conseguido entrar.

Nem vi o show dos Virgulóides. Durante a apresentação, apareceram uns colegas do meu tio,de jornalismo. E , para o meu êxtase, começaram a conversar sobre as maluquices do Evan no Rio. Não acreditava que estava ouvindo aquilo. Que o Evan é fã de Nieztche, que pulou de roupa no mar assim que chegou, e que era amigo desse colega do meu tio. Meu tio, percebendo meus olhos brilhando já, apresentou-me ao colega. “Esse é o meu sobrinho, fã dos Lemonheads que veio de Belo Horizonte”. O colega se retraiu. Eu perguntei se aquilo era mesmo verdade, se ele conhecia o Evan Dando daquela forma. Ele confirmou. E , logo depois, fez a pergunta fatal: “você quer conhecê-lo no Backstage?” De repente me vi numa sala branca, ao lado do Fábio Massari, uns caras me pedindo para ficar quietinho (só depois entendi que eles temiam que eu fosse abraçar o Evan, gritar ou coisas típicas de mulher).

Uma gorda, a empresária da banda, segurava a porta com uma das mãos. Perguntou para o povo da imprensa se queriam conversar com o Evan ou com a banda completa. Alguém resmungou que com a banda inteira seria menos chato. Eis que a gorda abre a porta. O primeiro que sai, cara fechada, é o John Strhom, que agora está nos Blake Babies. É o mais desconfiado de todos. Olhava para mim todo o tempo. Os outros dois integrantes, amorfos. Sentam-se no sofá também branco. E aparece o Evan por último. O Evan que sempre esteve apenas na capa dos discos. Estava ali, ao vivo. A voz que escutei a vida inteira. Ele não anda. Escorrega com seus sapatos esquisitos. Improvisa o cigarro com o suco de laranja, coisa que ele ia fazer também no show, mostrando a todos que podia tomar suco e fumar ao mesmo tempo. Está queimado, com mais ou menos 1,75 de altura. Junta-se aos companheiros e dita ordens aos jornalistas, aparentemente sem paciência.

A entrevista começa, quer dizer, tenta começar. Ele só responde merda. Fala seriamente de suas experiências com óvnis. Quando o perguntam sobre as novidades do último disco, ele responde que eram as “músicas novas”. Lembro que nada foi utilizado pela MTV. No meio do falatório, ele implica com uma garota atrás de mim. Todo mundo entrou em pane, achando que eu tinha sido descoberto. Mas ele só queria dizer que ela não estava bem humorada. No intervalo da entrevista, ele se levanta para pegar mais suco, notavelmente chapado. É aí que o colega do meu tio arranca o caderno e a caneta bic da mão e passa para ele. Displicentemente, ele assina alguma coisa esquisita.

Saio correndo dali, carregando meu “troféu” e surpreso por ter visto que o vocalista da minha imaginação era feito de carne e osso e tanto mais não era que um talentoso junkie.

E decidi então me tornar um jornalista.

Here comes our man

Cohen,Leonard
Live in London

Lançamento: 31/3/2009Ao vivo gravado em 2008.

Duração aprox. 159 minutos. Região 1

1. Dance Me To The End Of Love2. The Future3. Ain’t No Cure For Love4. Bird On The Wire5. Everybody Knows6. In My Secret Life7. Who By Fire8. Hey, That’s No Way To Say Goodbye9. Anthem10. Introduction11. Tower Of Song12. Suzanne13. The Gypsy’s Wife14. Boogie Street15. Hallelujah16. Democracy17. I’m Your Man18. Recitation w/ N.L.19. Take This Waltz20. So Long, Marianne21. First We Take Manhattan22. Sisters Of Mercy23. If It Be Your Will24. Closing Time25. I Tried To Leave You26. Wither Thou Goest

Primeiros comentários sobre "No line on the Horizon"

O U2 continua comercial, pretensamente artístico.
Bono continua politicamente correto e chato.
As letras continuam boas.
E o U2 continua vencendo por W.O.

Ryan Adams

Longo e longínquo janeiro. A garota que muda de face, a face que jamais esperei é a face que, entretanto, alegra-me, e tudo neste dia de sol, “come pick me up” acena Ryan Adams e imagino o como gosto desse artista, o melhor e único. De Ryan, e não mais dela, nunca mais. Guess she’s dead, would I say?

Ryan, meu chapa, é fácil viver apegado no sofrimento, deflorando-se de padecimento e ilusões natimortas “there’s this girl I can’t get outta of my head”, não foi você mesmo quem disse? Então tudo é igual à corda de só um caminho – para baixo – que escorrega, escorrega, só escorrega e ninguém para te dar a mão e come to pick you up.

Agora, com o sorriso estampado, é difícil que as felpas dessa corda me venham novamente esfolar as palmas das mãos. Num acorde, o sol maior, entôo “Harder now that’s over” e vou-me embora, viver, sim, porque viver é o melhor e único pesadelo possível.

Richard, baterista do Keane, menciona tour na América Latina em entrevista publicada no site oficial da banda

Are you all set for the trip out there?
Yeah, I’m looking forward to every aspect of it, other than the flying. I’ve just bought a new digital camera to help with blogging. Not that I really needed a better one, but Rob kept going on about this amazing camera, so I went and had a look at it and next thing I know I’d walked out with one in my bag. Having paid for it first, obviously!What is it?It’s a Nikon D700. It has a full-frame sensor, which means it’s like an 35mm camera, so I can use all my old lenses.

So in a way, you’ve *saved* yourself money.
That’s right! I spent a fortune to save myself loads of money. I used it for the fish eye pictures on the blog, which would’ve looked very cropped on my old camera. Whereas with this you get the whole circle.

Have you been enjoying doing your photoblogging?I have. It’s actually forced me to get up off my arse a couple of times. Like in Brighton, for example, where it was really nice to just go for a wander. I even bought some rock, with Brighton written down the middle of it.

Can we expect more of the same from Latin America?I’m certainly going to try. Obviously it requires an internet connection and some patience, but wherever I can find a connection, I will endeavour to do it. I’ll certainly be taking pictures. The only regret about the photoblogging is that I’ve been taking a lot less pictures with my film cameras. And with a dark room at home, that’s a little bit of a shame. So I’ll have to discipline myself to take both digital and film cameras out and about with me.

E vaza o novo U2


http://www.tinydl.com/music-and-music-video-download/20253-u2-no-line-on-the-horizon-2009.html

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