The Lemonheads sign to The End Records, new album out in JunePosted 3.27.09 by thelemonheads.netTHE LEMONHEADS have signed to Brooklyn, NY-based THE END RECORDS and will be releasing their long-awaited covers collection, VARSHONS, on June 23, 2009.
It makes sense that the new album from The Lemonheads sounds like a mix tape slipped to you by a music-obsessed friend anxious to turn you on to something new. In fact, the idea for the band’s new covers record was inspired by Gibby Haynes, ringmaster of the Butthole Surfers, who for years has made mixes for his longtime friend Evan Dando. “Making a good mix is an art, and Gibby has it down,” says Dando. “I thought it would be fun to share these songs with other people like he shared them with me. So I picked the ‘greatest hits’ from his mixes and covered them, along with a few other songs I always wanted to play.”
VARSHONS was produced by Haynes and features Dando along with Vess Ruhtenburg (bass) and Devon Ashley (drums). The collection is filled with strange bedfellows – from G.G. Allin to Texas troubadour Townes Van Zandt and garage rockers The Green Fuz. The Lemonheads make each track their own, with help from actress Liv Tyler, singing back up on Leonard Cohen’s “Hey, That’s No Way To Say Goodbye,” and Kate Moss, who sings over the dance groove of Arling & Cameron’s “Dirty Robot,” which also features lead guitar by John Perry on loan from The Only Ones.
VARSHONS unearths a pair of psychedelic treasures with “Yesterlove” – a song recorded in 1969 by the group Sam Gopal featuring future Motorhead bassist Lemmy Kilmister – and “Dandelion Seeds” from July, record collector’s Registered Landmark Band. For “Layin’ Up With Linda,” the band filters Allin’s cold-blooded tale through the swaggering country-honk of The Stones’ “Dead Flowers.”
Filled with obscure nuggets, the tracks on VARSHONS cut a wide swath, jumping from early British psychedelic to Dutch electronica and like all good mix tapes, you never know what is coming next
O Beach Boy sobrevivente está fazendo como o Bruce Springsteen: sistematicamente gravando o atual estágio de sua carreira em dvd’s. O problema é a padronização. Este “That Lucky old sun”, por exemplo, vem num formato similar ao “Smile” (com um pouco menos de exagero na embalagem e na produção). Traz mais um documentário sobre os irmãos Brian, Carl e Dennis, claro. E tem também Taylor Mills nos backing vocals. Para finalizar, uma entrevista sem graça com Brian Wilson e coca-light.
A não ser que você esteja no clima, ou melhor, em boas vibrações, evite mais uma peça supérflua na sua coleção que por obrigação já deve ter uma das tantas versões de “Pet Sounds”.
Uma autobiografia diferente de todas as outras que li. Cantora, guitarrista, baixista e atriz nas horas vagas, Juliana Hatfield não tem pudor algum em dismitificar o ícone de rock star.
O livro, uma espécie de diário de um ano de turnê intercalado com memórias de sua carreira, é uma confissão em que Juliana Hatfield espanta tanto pela franqueza quanto pela leveza do texto.
Sua “memória” começa com crise de identidade: Juliana não sabe se deve continuar no ramo musical ou arranjar um emprego de “verdade”. Cansada da desorganização dos “clubs” americanos onde comumente se apresenta desde os vinte e poucos anos, a conclusão dela é um alento.
Em vez de destacar os momentos àureos de sua carreira – como em todas as autobiografias – Juliana faz questão de relembrar momentos constrangedores ( numa entrevista para a revista “Interview”, Juliana declarou que era virgem aos 23 anos, e seu trabalho chegou a ser ofuscado pela polêmica). Além disso, Juliana frisa a todo tempo o feedback carinhoso de fãs que deram sentido ao “emprego” de rock star.
“When I grow up” é um cândido relato de uma rock star que apenas se sente humana e, principalmente, falível. Alguém que ainda busca seu lugar no mundo, desde que haja música.
Tive a ousadia de adquirir a edição nacional (!) do dvd “From the basement”, por módicos R$29,00. Apesar de pouco conhecer boa parte do elenco, há tempos não me surpreendia com uma coletânea de apresentações retiradas da TV.
Para quem já sente saudade do Radiohead, tem 4 faixas, com direito a Thom Yorke no piano de “Videotape”. Além do Radiohead, White Stripes, Beck, Sonic Youth e Damien Rice…
Mas o maior mérito do dvd fica por conta da produção intimista do programa “From the Basement”, que consiste em deixar o artista livre no estúdio, no caso, no “sótão”, para que ele interprete o que quiser. Sem apresentadores, apenas um tapete vermelho e um clima irresistível.


Na última sexta-feira, a Praça da Apoteose, localizada na carnavalesca Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, transformou-se em palco não para o desfile de escolas, mas de bandas campeãs.
Los Hermanos, o primeiro show da noite, teve clima de amistoso dos bons tempos da seleção brasileira. A banda de Marcelo Camelo e de Rodrigo Amarante já entrou com a vantagem de uma grande expectativa, anos depois de declarado o fim dos Los Hermanos. A cada música, um olé da torcida de fãs. Era visível o desconcerto, e ao mesmo tempo, o contentamento dos músicos ao constarem a grandiosidade do evento. Se todo carnaval tem seu fim, o Los Hermanos provou que é eterno.
No segundo show da noite, os precursores do eletrônico, Kraftwerk, escalaram as faixas mais representativas de álbuns como ” Autobahn” e “Computer World”. Um show enxuto e didático, ou melhor, matemático, que mostrou ao público que bandas como Radiohead fizeram a lição de casa ao seguirem quase à risca a cartilha dos alemães.
A música não podia parar, e chegou o momento mais esperado da noite, do dia, ou provavelmente dos últimos meses, a se considerar a multidão de fãs de todas as partes do país devidamente customizados. Bastaram as primeiras batucadas de “15 step” para que as mais de vinte mil testemunhas da Praça da Apoteose entrassem num transe que duraria cerca de duas horas. Thom Yorke e companhia mostraram que o Radiohead não se enquadra em seleções ou campeonatos: é imbatível.
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- 15 Step
- Airbag
- There There
- All I Need
- Karma Police
- Nude
- Weird Fishes/Arpeggi
- The National Anthem
- The Gloaming
- Faust Arp
- No Surprises
- Jigsaw Falling Into Place
- Idioteque
- I Might Be Wrong
- Street Spirit (Fade Out)
- Bodysnatchers
- How to Disappear Completely
- Encore 1
- Videotape
- Paranoid Android
- House Of Cards
- Just
- Everything In Its Right Place
- Encore 2
- You and Whose Army?
- Reckoner
- Creep

Foto: BOL ONLINE
Acabo de cancelar toda minha agenda de shows a que eu gostaria de assistir em 2009. Uma apresentação histórica como a do Radiohead na Apoteose, na noite dessa sexta-feira, torna todas as outras bandas irrelevantes.
Não se pode falar em público nesse evento, mas “testemunhas”. Milhares e milhares de brasileiros (de toda parte do país) foram testemunhas oculares da grandiosidade desse tampinha com vocais mais potentes que já escutei chamado Thom Yorke.
Como se não bastasse o currículo do Radiohead, o show ainda primou pela iluminação e cenografia. Se eu não tivesse empreendido uma maratona de 24 horas para assisti-los, com certeza faria um esforço ainda maior para me posicionar no gargarejo, de onde, com certeza, as testemunhas devem ter ido ao orgasmo múltiplo.
Uma banda sem concessões (a não ser pela desnecessária “Creep” no final), que não se importa se está na China ou no Brasil e faz questão de manter o grosso do set list com músicas pouco conhecidas do “In Rainbows”. Da Apoteose, Thom Yorke fez o seu pub ao improvisar piano e violão, e foi como se ele cantasse ao pé dos nossos ouvidos.
Afora a audição mais seleta do repertório de In Rainbows e Hail to The Thief, não faltaram hits, principalmente do disco mais aclamado por nós: “The Bends”. O afamado “Ok Computer” também foi representado em peso por “Karma Police”, “No Surprises” e a hipnótica “Paranoid Android”, recebida com hurros pela platéia defumada.
Uma performance que ainda irá repercutir por muito tempo, tanto na imprensa como na alma dos fãs que tiveram a sorte de presenciar um bando de ingleses que calharam de construir uma banda que, não por acaso, atingiu o ápice da sua excelência.
Tá explicado pq não consegui minha entrevista. Eles tinham coisa melhor para fazer. Ou pelo menos eles acharam que tinham.

Só faltou a bandeira de Minas Gerais.

Vista ampla para o palco “simétrico”

Tom Chaplin: Mosh em Belo Horizonte