Coldplay: Pré-venda ativa
Teve início às 00:00 deste sábado a pré-venda dos shows do Coldplay no Brasil para “clientes especiais” ou seja, que possuem Credicard ou Diners.
Site : www.ticketmaster.com.br
Obs: Corram.
É preciso saber se reciclar
Tal como os sacos plásticos nunca deixarão de existir, os Titãs também não. Básicos como sacos plásticos, algumas vezes descartáveis, porém sempre necessários para o vigor do rock brasileiro. Assim são os Titãs, que em forma de quinteto apresentam o novo trabalho “Sacos Plásticos” no Chevrolet Hall em Belo Horizonte hoje (30-10-09) , a partir das onze da noite.
Ao longo dos anos e das inúmeras formações, os Titãs souberam como ninguém se reciclar. Com a saída deliberada do maior letrista Arnaldo Antunes, enveredaram para o pop. Abandonados por Nando Reis, adaptaram-se ao movimento grunge, com a benção do produtor do Nirvana. Na onda dos acústicos, realizaram um dos melhores transmitidos pela MTV. Reverenciados pelas novas gerações, flertaram com rock alternativo. Com a morte de Marcelo Fromer, voltaram a fazer um rock enxuto, onde a concisão é mais importante que o conceito. E como os sacos plásticos, estão aí para ficar.
Mais informações sobre o show dos Titãs na capital mineira pelo telefone : (31) 32098989. E para quem não vai poder ir, a dica é o aclamado documentário “Titãs – a vida até parece uma festa”.
O dia em que o Coldplay ainda irá furar os meus (dois) olhos
Morumbi
Arquibancada Laranja – R$ 160,00
Arquibancada Vermelha – R$ 180,00
Arquibancada Azul – R$ 180,00
Arquibancada Especial Vermelha – R$ 200,00
Arquibancada Azul – R$ 180,00
Cadeira Superior / Cativa – R$ 160,00
Cadeira Inferior – R$ 250,00
Pista – R$ 250,00
Pista VIP – R$ 600,00
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Apoteose
Arquibancada – R$ 250,00
Pista – R$ 250,00
Pista VIP – R$ 600,00
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Lançamentos anunciados
Anunciada a pré-venda da versão nacional do Raditude do Weezer. Inclui faixa bônus: “Turn Me Round”, acredito eu, já que a faixa em questão não aparece no track list do álbum, nem no cd bônus. Na www.livrariacultura.com.br o cd sai por R$ 30,00, com lançamento em 6/11.
De toda forma, ouça a faixa:
*Também anunciado o nacional “Cosmic Egg” do Wolfmother.
Carry that weight
Em setembro, os Beatles tiveram toda a coleção de álbuns relançada e remasterizada. Significa que as canções ganharam realce, não que elas precisassem, pois o conjunto da obra dos quatro de Liverpool fala por si próprio e dispensa artefatos tecnológicos. No entanto, há que se destacar uma música em especial: “Carry that weight”.
Na faixa do disco “Abbey Road” que emenda a maravilhosa “Golden Slumbers”, os Beatles entoam incansáveis: “boy, you gonna carry that weight a long time” (em meio português, “garoto, você vai ter que carregar aquele peso por um bom tempo”). O mantra de “Carry that weight”, em versão nítida e estéreo, aos poucos domina o astral.
Afinal, o que Paul quis dizer com isso? Seria um peso, exatamente, ou um fardo? Talvez um anúncio para a geração paz e amor. Segundo John Lennon, mais tarde o sonho acabaria. Para o vanguardista Paul, o peso tinha que ser carregado de qualquer maneira, ainda que no meio de melodias açucaradas.
A concordância com a letra de 1969 atribuída a Lennon e McCartney é inevitável. Quem é que nunca se sentiu jovem ou frágil demais – como um fã dos Beatles – para carregar o peso por um bom tempo? Aliás, na medida em que o tempo se esvai, o peso só faz aumentar. Os próprios Beatles sucumbiram ao peso deles. Sintomática ou não, “Carry that weight” é sucedida por “The end”.
Hoje, ouvir “Carry that weight” é como sublimar, diante dos versos de Paul, todo o fardo que diariamente nos consome, mas que, nem por isso, nos faz deixar de sonhar. Pelo menos dentro de uma música dos Beatles, aqueles que um dia foram mais “populares que Jesus Cristo”, o fardo é leve.
Legado =w=
Li em algum lugar que, tal como Paul McCartney, Rivers Cuomo é um dos que vivem a eterna busca pela música pop perfeita. E se Rivers Cuomo parafraseasse o próprio Rivers Cuomo, ele diria que “continua pescando”. A maior prova disso é o novo álbum do Weezer, “Raditude”, que mal foi lançado já vazou na net, obra da comunidade =w=, a maior bateria de fãs de que se pode ter idéia.
01 “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To”
02 “I’m Your Daddy”
03 “The Girl Got Hot”
04 “Can’t Stop Partying” (See Below)
05 “Put Me Back Together”
06 “Trippin’ Down the Freeway”
07 “Love Is the Answer”
08 “Let It All Hang Out”
09 “In The Mall”
10 “I Don’t Want to Let You Go”
Deluxe Edition bonus tracks:
01 “Get Me Some”
02 “Run Over By a Truck”
03 “The Prettiest Girl In The Whole Wide World”
04 “The Underdogs”
Um diferencial da carreira do Weezer é a alternância dos álbuns. Não só na forma, quanto no conteúdo. A banda de Cuomo alterna álbuns sem títulos – reconhecidos apenas por cores: Blue, Green, Red – com álbuns quase conceituais – pelo menos dentro dos parâmetros de Cuomo: Pinkertoon, Maladroit e Make Believe. É nessa última categoria que se encaixa “Raditude”.
Após o Red Album, em que surpreendentemente o autoritarismo de Cuomo cedeu à participação de seus colegas nas composições e vocais, o líder retoma a direção integral do trabalho. Afinal, autoritarismo ou não, o fato é que as piores músicas do Weezer resultam da invigilância de Cuomo. Aqui, não há modismo, é Rivers Cuomo do início ao fim, afora algumas participações totalmente inusitadas em duetos.
Se no Red Album a banda optou por um experimentalismo engraçadinho, como se o Queen tomasse ácido, em “Raditude” a fórmula da canção pop perfeita e pulsante continua a ser perseguida. O primeiro single “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To” é uma injeção pop na testa de muita banda nova por aí que emula o Weezer e sai correndo para o abraço da mídia.
A primeira faixa é o prenúncio de álbum consistente, em alguns momentos esquizofrênico (temos aqui rap e música árabe), mas que chega ao ponto certo com a balada “I Don’t Want to Let You Go”. Curiosamente, as faixas da versão deluxe são as mais interessantes e heterogêneas deste novo trabalho, com destaque para “The Underdogs”.
Rivers Cuomo, definitivamente, continua fisgando bons peixes…
Notas da Cdlândia
Uma remessa acaba de chegar a minha casa. Dessa vez, cheia de trilhas: “Jennifer’s body”, “500 days of summer”, “Spider Man 3″, “New Moon”… Além de “Armistice” do Mutemath, o “Final Riot!” do Paramore, e o remaster do “Abbey Road” dos Beatles. Em dvd’s, o “Live from Abbey Road” e, finalmente, “Mirror Noir” do Arcade Fire. A quem interessar possa, também no pacote a mini-série da Tv Globo “Maysa”, pois ecletismo é tudo na vida.
O que posso dizer de pacote tão diverso e adverso? Primeiro destaco os lixos de primeira hora: o tal do Mutemath, uma das crias do primeiro álbum da saga “Crepúsculo”. Acontece é que a trilha selecionou justamente a única música boa da banda.
No mais, tive sorte. A trilha de “500 days of summer” é simplesmente deliciosa. Tão deliciosa quanto Carla Bruni, que nela interpreta “Quelq’ un M’a dit”, música que eu já conhecia e graças ao bom Deus das trilhas, agora possuo. Praticamente todas as faixas se destacam. Temos os medalhões dos Smiths em duas de suas melhores composições, Regina Spektor fabulosa, a fase obscura de Feist, Hall e Oates…até o Doves aparece com a ensolarada “There goes the fear”.
Quanto às outras trilhas em questões, não conseguem uma consistência como a de “500 days of summer”. “New Moon” aposta em bons artistas, mas o tom é soturno demais. “Jennifer’s body” chega a empolgar, mas, tal como o filme, no final percebemos que se trata de uma grande bobagem. E o “Spider Man 3″ vale pelas viagens de Snow Patrol, Killers e Flaming Lips.
Quanto ao remaster de Abbey Road dos Beatles…sinceramente, não percebi nenhuma diferença no som. Ou eu sou muito burro ou o marketing dos Beatles continua latente. O que importa é o trabalho unânime. Músicas como “Golden Slumbers” parecem caídas de um lugar distante, onde mortais artistas não alcançam.
Quanto ao show “Final Riot” do Paramore, em breve merecerá um link próprio aqui no CD ADDICTED. O que dizer de uma banda que transpira vigor e tem uma vocalista carismática e absolutamente talentosa ?
Para finalizar, o Live from Abbey Road é hipnotizante como o próprio trabalho dos Beatles. Até músicos inexpressivos ganham relevo ao entrar no histórico estúdio. Sobre o “Mirror Noir”, muito já foi dito e ainda será dito sobre uma das melhores bandas do nosso tempo.
Que venha a próxima leva, se meu dinheiro permitir!
Portão de desembarque – 23-10-09 – www.inconfidencia.com.br 12:00 AM
Uma noite cheia de swing, acompanhada pela interpretação de alguns dos maiores clássicos do cancioneiro norte-americano. Sim, o cantor Tony Bennet se apresenta na capital mineira amanhã, no Chevrolet Hall, na turnê que já passou por Porto Alegre e está hoje em Brasília. Com um estilo mais cool que o de seu comparsa Frank Sinatra, Tony Bennet chegou a ser reverenciado no início dos anos noventa por artistas da geração MTV, como Evan Dando, Bono e Sting, gravando, inclusive, um acústico para a emissora, em que cantou ao lado de Elvis Costello e Kd Lang.
Informações sobre ingressos pelo telefone (31) 32098989. O Portão de Desembarque fica por aqui. Até a semana que vem.

















