Ok, não estou totalmente desanimado com as andanças deste natal. Para comprovar, basta dar uma olhadinha no lançamento nacional de uma espécie de pen drive com todos os álbuns dos Beatles. Seria, por assim dizer, a cereja, ops, a maçã do bolo. Na Livraria Cultura, sai por R$1070,00.
E já que estamos falando de novidades vindouras, que tal falar de Weezer? Está anunciado em sites como Best Buy e Cd Point o sugestivo cd intitulado “Weezer Rarities”. O que vem a ser, só Rivers Cuomo pode revelar. Com certeza, coisa boa é.

Ok. Ando mesmo displicente com as atualizações do CD ADDICTED. Penso que o grosso dos lançamentos deste final de 2009 já foi divulgado. Não há mais o que se fazer. Daqui pra frente é Beyonce e Lady Gaga na área, e que se salvem os bons.
Ando também muito discrente com as famigeradas listas de natal. O nosso bom e velho cd definitivamente foi relegado a escanteio. Dar cd de presente hoje em dia é a mesma coisa que dar cueca ou par de meias. Impessoal. E que se dane se não for do gosto da pessoa.
Neste natal, não há como escapar do senso comum na tentativa de agradar a parentada que se aglomera entre ceias e uísques. Basta olhar no topo dos mais vendidos: Fábio de Melo e Vitor e Léo. Certeza de agradar desde a secretária até a sogra.
Claro que sempre existirão os medalhões. Cd novo do U2, do Zezé di Camargo e Luciano… Pra quem só faz onda, claro, Katy Perry e Lady Gaga. Quem sabe alguém ainda se dá o trabalho de garimpar o recém-lançado “Live at Reading” do Nirvana e faz um favor à nossa sociedade aculturada nesta época natalina?
Se quiserem me presentear, a dica está dada. Caso contrário, meia e cueca nunca é demais.

O portão de desembarque desta sexta-feira está pra lá de tranquilo, ou melhor, “vagaroso”, como o último disco da cantora Céu, que se apresenta hoje no Music Hall em Belo Horizonte. Nascida em São Paulo, Maria do Céu Whitaker Poças, ou simplesmente Céu é apontada pela crítica especializada como uma das maiores cantoras e compositoras da nova safra da MPB, tendo sido indicada ao Grammy. A cantora paulista apresenta o repertório do seu segundo disco pela primeira vez ao público mineiro. “Vagarosa” traz composições próprias inéditas, além da regravação da música “Rosa Menina Rosa” de Jorge Ben Jor e ainda conta com a participação de Luiz Melodia. O show de Céu no Music Hall é a partir das nove da noite, e os ingressos custam 30 reais, meia, 15.

Outro artista que certamente irá agradar aos fãs da música vagarosa de Céu é Jason “Mréz”. O cantor e compositor norte-americano já se apresentou em São Paulo ao lado de Sting e fecha a turnê brasileira no Chevrolet Hall em Belo Horizonte. Jason ficou conhecido por aqui depois que a sua “I’m yours” emplacou em trilha de novela global. O cantor aproveita a receptividade do público brasileiro para divulgar seu recém-lançado cd e DVD ao vivo: “Beautiful mess – Live on Earth”, que capta imagens de Jason em turnês internacionais. Então anote aí: Jason Mraz no Chevrolet Hall no próximo domingo, a partir das oito da manhã. Mais informações pelo telefone 31 3209 8989.

CD 1
She´s So High
Girls And Boys
Tracy Jacks
There´s No Other Way
Jubilee
Bad Head
Beetlebum
Out Of Time
Trimm Trabb
Coffee And TV
Tender
CD 2
Country House
Oily Water
Chemical World
Sunday Sunday
Parklife
End Of A Century
To The End
This Is A Low
Popscene
Advert
Song 2
Death Of A Party
For Tomorrow
The Universal

Em minhas andanças pós-cama, visitei a nova Saraiva em Belo Horizonte. Nada além do que a internet oferece, a não ser pelos primeiros discos dos Pumpkins por cerca de R$20,00! Estou falando do raríssimo “Gish” e o belíssimo “Siamese Dream”.
Os Pumpkins antigos ainda têm certo frescor que falta aos novos Pumpkins, tão metamorfoseados na persona de Billy Corgan, que, como comprovam seus tweets filosóficos, hoje é um chato de galocha.
Quem chega a São Paulo para única apresentação no festival “Natura Nós About Us” é o Sr. Gordon Sumner, sem a devida escolta policial, mas com a pretensão de transformar o seu show em revival à altura de sua carreira. Estou falando de Sting, que encabeça o festival que também traz no elenco Jason Mraz, aquele do hit novelístico “I’m yours” e que inclusive se apresenta em Belo Horizonte lá no finalzinho do mês.

Em entrevista ao portal G1 no meio da semana, Sting já havia afirmado que iria ignorar o repertório do chatíssimo novo álbum de músicas natalinas para tocar somente os clássicos. Claro que não deve faltar os hits do The Police como “Every breath you take”, mas o público que comparecer ao Parque do Ibirapuera neste domingo com certeza também não irá reclamar caso o inglês resolva tocar músicas dos discos solo, como “If you Love somebody, set them free” ou “Fields of Gold”. Pena é que a estada de Sting e banda ser tão curta, mas é só falar sobre natureza ou qualquer causa humanitária que ele volta rapidinho. Afinal de contas, além de artista, Sting é politicamente ativo e corretíssimo.
A Pitty me chamou de “pseudopuritano”. Só por ter criticado o “foda” dela. Na Billboard N2, ela cita o “Creep” do Radiohead e diz que ninguém acha nada demais o Thom Yorke lamentando “I wish I was so fucking special”. Mas também se comparar ao Radiohead é dureza, né?
Mas não tem problema. A Pitty pode ficar magoada, mas o fato é que ela e demais cantoras irão fazer o natal de muita gente com tantos lançamentos:




Sting acaba de anunciar no portal G1 que, no show em São Paulo deste final de semana, irá praticamente ignorar o repertório do novo e pavoroso disco “If on a winter’s night” (que por sinal, virou dvd, pois desgraça pouca é bobagem). Sting fará o show “básico”, permeado de músicas do The Police. Que sorte, hein povo brasileiro?