Big Mac à brasileira
Enfim, assisti ao premiadíssimo “Apenas o Fim” , que chega agora às locadoras de todo país (juntamente às bancas de dvd’s piratas).
Diante da canastrice que costuma imperar no cinema brasileiro, “Apenas o fim” é um alívio de começo. Primeiro porque, diferentemente da maioria das produções nacionais, “Apenas o Fim” é voltado para o público jovem, mais especificamente o universitário, sem precisar recorrer a estereótipos e à pamonhice.
Segundo porque o filme, apesar de amador, é de extremo bom gosto, com belas tomadas e montagem original. Apesar da cenografia não contribuir (a locação é a PUC-RJ) nada aqui é filmado ao acaso. Mérito do novato diretor Matheus Souza.
Mas o maior mérito de “Apenas o fim” é mesmo o texto. O diretor encontrou um meio de prestar uma homenagem à cultura pop, inserindo em diálogos referências a Guerra nas Estrelas, Backstreet Boys, Vovó Mafalda e Transformers, entre tantos outros elementos que provavelmente marcaram a vida de muita gente hoje na faixa dos vinte e poucos anos.
Apesar de refinado, “Apenas o fim” só peca ao recusar a brasilidade. É muito Richard Linklater para pouco Domingos de Oliveira. Impossível não reverenciar o filme como uma versão brasileira do cult “Antes do Amanhecer”. Quem sabe no próximo trabalho do promissor Matheus esse equilíbrio se encontre.





















