Welcome to the jungle of Axl
William Bruce Rose Junior. Mais tarde, por escolha própria e registro em cartório, William Axl Rose. Sobre as iniciais, que, juntas, formam a palavra War, ou guerra em inglês, o vocalista do Guns and Roses afirma ser mera coincidência. No entanto, a história de Axl, repleta de quebra-quebras, desentendimentos com a imprensa, conflitos, violência sexual e prisões, prova que não.
Nos melhores tempos do Guns and Roses, que aporta em Belo Horizonte na próxima quarta-feira, para um show no Mineirinho, o líder Axl Rose já foi chamado de Aiatolá. O autoritarismo com que lidava com empresários, produtores e membros da banda sempre foi marca registrada do egocêntrico cantor. Por uma crítica ruim, Axl não hesitava em marcar duelos ou mesmo transformar letras de música em ameaças deliberadas contra os desafetos.
Hoje um senhor a beira dos cinqüenta anos, fora do peso e com a voz que não atinge as altas notas dos clássicos do Guns, Axl Rose teria mudado alguma coisa? Pelo menos o atraso habitual nas apresentações da banda continua e foi repetido em Brasília, que abriu a turnê brasileira no último domingo. Sorte que Axl e Cia resolveram aparecer, já que, de acordo com a história do Guns, cancelar shows na última hora nunca foi um problema para Axl Rose, para o desespero dos fãs.
Já a lista de exigências para as apresentações na América Latina da turnê do álbum “Chinese Democracy”, que atravessou uma década até ver a luz do dia em 2009, revela que Axl Rose continua o mesmo rock star excêntrico e impulsivo de sempre. A produtora de eventos Nó de Rosa é responsável pelo show do Guns and Roses em Belo Horizonte. Uma das mais duras missões da produtora Márcia Ribeiro será atender a todos os itens da lista de Axl Rose, que inclui rosas, roupa de cama preta, charutos, cervejas de todas as marcas e, quem diria, frutas.











